Encarando a vida como um japamala

 em Conteúdo Mãos Ocupadas, Japamala

Escrever mensagens de final de ano é uma tarefa nada fácil. Sair do lugar comum, não ser piegas, tampouco fútil, requer bastante empenho.

E empenho foi um valor muito demandado ao longo de todo 2021 – por diversos motivos.

As dificuldades e surpresas que se apresentaram para a humanidade nestes últimos meses tem colocado a prova tudo e todos.

Tempos difíceis, tempos sombrios. Mas, também, tempos de esperança. Afinal, o calendário gregoriano foi pensado, também, para nos dar uma ideia de recomeço. Imagine só que chatice seria a vida sem a sensação de encerramento de ciclo, ano novo, promessas, feitos e tal…

Mudando de continente e de época, os antigos yogues sabiam que, à medida que o tempo passa e evoluímos, surgem muito mais “distrações” que podem nos fazer desperdiçar ainda mais o tempo que corre na ampulheta da vida.

Viver o momento é uma importante chave da existência humana e isso é defendido por inúmeras tradições espirituais, mentais e religiosas.

Em linhas bem largas, o que tais tradições pregam é que uma prática contínua e devotada atua para nos ajudar a estar aqui agora.

Assim, conforme as práticas avançam, o que tende a acontecer é que a vida começa a se desdobrar de tal modo que é possível perceber que cada momento é único e se conecta ao próximo momento.

Essas técnicas servem para nos lembrar do momento desperto de cada experiência e sua sensação de unidade. Simplicidade na qual a vida está se desenrolando.

E, assim, naturalmente traçamos a analogia da vida como um japamala.

Se você nos acompanha há algum tempo, não precisamos explicar o que é um japamala. Mas se o assunto é novo para você. Nesta página você pode entender melhor o que é um japamala, além de diversas outras leituras de nosso blog. Aproveite!

A vida como um japamala

Quando um praticante usa seu japamala para se concentrar com sua prática, ele percorre toda a extensão do cordão, conta por conta, se dedicando integralmente.

Cada grupo de momentos de nossas vidas, somados, se tornam um dia. Cada grupo de dias, se tornam um ano. E assim, o tempo passa e um grupo de anos se fundem e tendem a não ser mais tão claros assim.

Da mesma forma com o japamala: uma conta, depois a próxima e a próxima, somam um japamala inteiro e, de repente, seu foco é tamanho na presença do tempo se dissolvendo que sua conexão com algo maior se faz mais presente.

A analogia geral aqui é que a vida é como uma conta do seu japamala. Uma conta de oração que se conecta a um senso de unidade.

Cada momento se conecta para criar uma sensação de “unidade de vida”. A conta do japamala foi pensada como uma ferramenta para nos ajudar a estar presentes no agora e ir, uma a uma, de um momento a outro. E desse modo não deixar se perder na ideia de futuro ou passado.

Simplesmente vivenciar cada momento como uma conexão com um todo. Se você está lendo, basta ler. Se você está chorando, apenas chore. Não tente consertar ou alterar.

O que quer que você esteja fazendo ou sentindo, num dado momento, esteja totalmente presente, mesmo que seja desconfortável. Faça o seu melhor.

Tenha empatia, se esforce – pelo menos um pouco – para estar no lugar do outro. Busque ajuda sempre que precisar. Medite. Pratique, pratique e pratique.

Não tenha pressa, mas também não perca tempo. Pense no tempo como um grande aliado.

E assim, vamos encadeando conta após conta, mantra após mantra, momento após momento, formando um grande ciclo que pode ser muito virtuoso a depender de nós.

Agradecemos por sua parceria e presença aqui hoje e sempre.

Um abraço, boas práticas e um 2022 melhor para todas e todos nós,
Mãos Ocupadas

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